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CBMEVi - DICAS PARA VIAJAR PELO BRASIL

 

O Brasil é um país de dimensões continentais e os riscos à saúde podem variar muito de acordo com cada região do país. As condições sócio-econômicas, climáticas, geográficas e de infra-estrutura podem ser muito diferentes mesmo dentro de uma mesma região. Desta forma, engana-se que acredita que os cuidados com a prevenção da saúde seja os mesmos para todo o país – a diversidade aqui também se manifesta.

Ao preparar-se para uma viagem, o viajante precisa informar-se sobre os riscos, infecciosos e outros, específicos das localidades para onde se dirige. Assim, além das medidas gerais de prevenção outras medidas podem ser necessárias. O médico de viagem poderá orientá-lo.

É o melhor momento para colocar em dia o calendário de vacinação (vacinas do sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite).

DOENÇAS INFECCIOSAS DE RISCO DENTRO DO BRASIL

Febre Amarela:
Algumas regiões são endêmicas para a febre amarela e a vacina inclusive faz parte do calendário básico destas regiões. O indivíduo que se dirige para elas deve ser vacinado.

Hepatite A:
No Brasil existem áreas de endemicidade alta e intermediária, sempre havendo, portanto, risco para a infecção. Assim, esta é uma vacina recomendada para todos os brasileiros.

Hepatite B:
O Brasil é um país com regiões de endemicidade alta e outras de endemicidade intermediária para a doença, havendo a recomendação para vacinação em todas as regiões. A vacina está disponível nos postos de saúde até a idade de 19 anos; a partir desta idade, em clínicas privadas de vacinação.

Febre Tifóide:

A febre tifóide é causada pela Salmonella Typhi, uma bactéria transmitida por via digestiva, através alimentos ou água contaminados, ou então pelo contato direto com os portadores, através de um beijo por exemplo. A doença corre em todo mundo, mas é mais prevalente em países e regiões onde o saneamento básico é inadequado. No Brasil, são registrados casos em todo o país, principalmente no Norte e Nordeste.

Além da vacinação, para a prevenção da febre tifóide é necessário observar os cuidados com a ingestão de água e alimentos. A vacina só está disponível em clínicas privadas de vacinação e sua indicação deve se pautar nas condições epidemiológicas da região para onde o viajante se dirige.

Raiva:
Por ser doença considerada de letalidade de 100% e por não haver tratamento específico possível, a vacina é recomendada para os viajantes que passarão muito tempo ao ar livre, especialmente nas áreas rurais, envolvidos em atividades como ciclismo, acampamento, caminhadas, etc. Também recomendada para viajantes com riscos ocupacionais significativos (como veterinários), principalmente se permanecerão longo tempo exposto aos riscos, para os que passam a residir em áreas com um risco significativo de exposição, e para os viajantes envolvidos em algumas atividades que os coloquem em contacto direto com os morcegos e outros animais silvestres. As crianças são consideradas de risco mais elevado porque tendem a brincar com animais, arriscando-se a sofrer mordidas, podendo inclusive não relatá-las aos responsáveis.

Dengue:
Não existe vacina ou medicação profilática para a dengue. Para sua prevenção só existe o combate aos focos de proliferação do mosquito transmissor (Aedes aegypti) e evitar as picadas de inseto, com o uso de repelentes e roupas adequados. O viajante no Brasil deve estar atento às áreas onde a doença tem alta incidência, observando se há relato de surtos ou aumento de casos na época da viagem.

Malária:
A doença também é causada por picada de mosquito (Anopheles) e também não há vacina contra ela. Atualmente, a transmissão da malária no Brasil está basicamente restrita à Amazônia Legal. Fora desta área, o risco de transmissão local é pequeno ou não existente e a quase totalidade dos casos de malária que foi registrada era importada da Amazônia ou de outros países, principalmente da África.

Dependendo do grau de risco de exposição ao mosquito, do tempo de permanência em área de risco, da resistência local da doença às drogas disponíveis e da disponibilidade de serviço de saúde, pode ser indicada, sob supervisão médica especializada, medicação profilática que deve ser iniciada antes da viagem. Mas todas as medidas preventivas contra as picadas de inseto e mesmo o uso de medicação podem falhar e o viajante pode contrair a malária.

Diarréia do Viajante:
A diarréia do viajante atinge cerca de 80% dos viajantes. A transmissão ocorre através da ingestão de água e alimentos contaminados. Para prevenir, além dos cuidados com água e alimentos, está disponível uma vacina oral contra o principal agente causador de diarréia, a E. coli.

Esta vacina é indicada para quem vai viajar para qualquer lugar do mundo onde há problemas de saneamento básico e oferece proteção de 60%, chegando até 67% nos três primeiros meses.

Para quaisquer esclarecimentos ou maiores informações, dispomos do e-mail
medicinadoviajante@vaccini.com.br.

Ligue para o CBMEVI: 21-2256-3843

 
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