| |
No caso da mulher grávida que viaja, a preocupação com a manutenção da saúde é literalmente duplicada, no mínimo. As gestantes devem se aconselhar com seus obstetras antes de decidir qualquer viagem, para avaliação dos riscos à saúde materno-fetal e obter as recomendações a respeito das medidas de prevenção ou as orientações a respeito de eventuais tratamentos.
Viagens aéreas não representam riscos especiais para uma gestante saudável e para seu feto, mas existem algumas restrições. De modo geral, se aceita que é seguro voar até 36 semanas de gestação. Mas para uma respiração normal, é preciso uma pressão atmosférica maior que a pressão interna da caixa torácica. Vôos a baixas pressões (entre 15242438 metros, ou 5000-8000 pés) afetam minimamente a oxigenação fetal. Todas as mulheres grávidas devem evitar altitudes superiores a 3658 metros (ou 12 000 pés), para preservar a oferta de oxigênio fetal. Apesar de as aeronaves modernas serem dotadas de sistemas de pressurização que mantêm a pressão interna da cabine e que permitem altitudes superiores a 14 000 pés com uma margem muito grande de segurança, a despressurização e suas conseqüências são riscos constantes. Quanto maiores as distâncias, maiores as chances de voar a grandes altitudes.
Assim, o período mais seguro para uma gestante realizar viagens aéreas longas é o segundo trimestre (18-24 semanas), quando normalmente ela se sente melhor e apresenta menor risco de aborto espontâneo ou parto prematuro. No terceiro trimestre , aconselha-se a evitar viagens de longas distâncias em também decorrência da incerteza sobre o acesso a cuidados médicos em caso de problemas tais como hipertensão, flebite, ou parto prematuro.
PREPARAÇÃO PARA VIAGEM DURANTE A GRAVIDEZ
Uma série de questões precisa ser considerada antes da partida:
1.
O obstetra deve certificar-se que a gestação evolui normalmente.
2.
Contratar um seguro de saúde que dê cobertura no local de destino, inclusive a possibilidade de cobertura de resgate para o local de origem.
3.
Verificar a oferta de serviços médicos no local de destino , principalmente para mulheres no último trimestre, para garantia de instalações médicas capazes de gerir as complicações da gravidez e parto.
4.
Determinar de antemão se será necessário um cuidado pré-natal no local de destino e quem irá fornecê-lo.
5.
Determinar, antes de viajar, o tipo sanguíneo ea sorologia para Hepatite B , mesmo nas gestantes
vacinadas É importante lembrar que as gestantes Rh negativas devem receber a imunoglobulina anti-Rh
profilaticamente com cerca de 28 semanas de gestação, que deve ser repetida após o parto, se a criança for
Rh positivo.
6.
Conhecer os sinais e sintomas que indicam a necessidade de cuidados médicos imediatos, como sangramento vaginal, perda de líquidos, dores abdominais ou cólicas, contrações, edema nas pernas, etc.
7.
Conhecer as doenças pré-existentes que contra-indicam viagens aéreas de gestantes, como anemia falciforme, anemia severa, história de tromboflebite, ou intercorrências da própria gestação, como anomalias placentárias, história prévia de aborto e parto prematuro.
8.
Verificar o histórico vacinal e colocar as vacinas do calendário em dia . Em geral, os benefícios da vacinação de mulheres grávidas geralmente superam os riscos potenciais, quando a probabilidade de exposição a doenças é elevada, quando a infecção constituir um risco para a mãe ou o feto, e quando for improvável que a vacina cause danos.
9.
Conhecer a situação epidemiológica do destino , para estabelecer as medidas cabíveis para a prevenção das doenças infecciosas, por meio das vacinas, medicações profiláticas possíveis para as gestantes ou por medidas que visem a redução do risco de exposição aos agentes patogênicos.
10.
Conhecer as medidas preventivas gerais e específicas que devem ser tomadas, como quais medicações levar, quais os cuidados em relação à ingestão de água e alimentos, quais as precauções em relação a picadas de insetos e exposição ao sol, quais as medidas para prevenir náuseas, azia, constipação intestinal, edema de pernas e flebite, que são mais frequentes durante a gestação.
Assim, a orientação e a preparação da gestante que viaja requerem cuidados mais abrangentes, e que demandam um conhecimento mais específico dos riscos envolvidos na viagem em particular, tanto para a gestante como para seu bebê.
Na Vaccini Copacabana funciona o Centro Brasileiro de Medicina do Viajante (CBMEVi), com profissionais qualificados e permanentemente atualizados, cuja proposta é trabalhar em parceria com os obstetras assistentes, orientando a gestante viajante a permanecer saudável antes, durante e após sua viagem, com o mínimo risco para ela e seu bebê.
As consultas podem ser agendadas pelo telefone 21 2256 3843.
O CBMEVi fica na Rua Barata Ribeiro, 370, sobrelojas 203 e 204.
Escrito.por
Dra. Flávia.Bravo
Departamento.Médico.VACCINI
Tel.:.55.21.2256-3843
|
|