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Influenza Pandêmica - H1N1 / Relatório Quinzenal

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Relatório Quinzenal - Situação atual no mundo – 30/04/2010

Até 30 de abril de 2010, mais de 214 países confirmaram laboratorialmente casos de gripe pelo vírus Pandêmico H1N1(2009), com pelo menos 17919 mortes.

 

O sudeste e sul da Ásia, o oeste e parte central da África e as zonas tropicais das Américas são atualmente as áreas com maior transmissão do vírus. Na América Central e nas zonas tropicais da América do Sul acontece um aumento da doença respiratória associado com a circulação do vírus pandêmico H1N1 desde o início de março e um aumento no número de países acometidos.

A circulação do vírus Influenza Pandêmico H1N1 continua baixa nas regiões temperadas tanto do hemisfério norte quanto do sul, percebeu-se um aumento de viroses por vírus Influenza Sazonal tipo B no Leste da Ásia e vem sendo também detectado um aumento, mas ainda em níveis baixos, do mesmo no Sudeste e Oeste da Ásia, Leste da África e em partes da Europa.

Veja último boletim da OMS aqui.

Europa: a atividade do vírus influenza H1N1 é baixa e vem retornando a níveis basais. Na Itália e na Federação Russa o vírus Influenza Sazonal tipo B é dominante ou codominante com o H1N1 na circulação. A România e Polônia continuam relatando algum aumento da atividade da doença respiratória, mas não está sendo relacionado ao vírus H1N1.

Sudeste da Ásia: A transmissão do vírus pandêmico se mantém ativa e geograficamente espalhada na Tailândia desde fevereiro de 2010 e aumentou atividade a partir de março na Malásia. Neste país os dados limitados impedem quantificar a gravidade e extensão da doença.

Sul da Ásia: a transmissão do vírus Influenza Pandêmico continua variando dentro do subcontinente. Em Bangladesh um aumento da doença respiratória é acompanhado por um aumento na detecção de Influenza H1N1. Na Índia,as regiões de Karnataka e Maharashtra, apresentam atividade do vírus pandêmico.

Leste Asiático: a atividade do vírus é atualmente esporádica. China, Mongólia e República da Coréia apresentam o maior número de casos confirmados de influenza sazonal tipo B.

N
ordeste e Sudeste de zonas temperadas das Américas : a atividade do Influenza Pandêmico continua em níveis baixos assim como o do Sazonal.

Zona tropical das Américas: a atividade da doença respiratória global permanece baixa, mas a transmissão ativa do vírus Pandêmico pode estar aumentando principalmente na América Central e do Sul. Há relatos de aumento da atividade de doença respiratória na Jamaica, Guatemala e Panamá. O Brasil apresentou três semanas consecutivas de aumento de atividade de doença respiratória e este aumento está associado com um aumento da circulação do vírus Influenza Pandêmico. No México, foram duas semanas com aumento da detecção de síndrome gripal, mas o quanto dos casos é causado por vírus H1N1 ainda não foi confirmado.

No Norte da
África e Oeste da Ásia, dados limitados sugerem que a atividade do vírus influenza é baixa.

Na região Subsaariana, a atividade do H1N1 continua muito variável. Dados muito limitados sugerem que a transmissão do vírus no Oeste e Região Central da África. Gana tem relatado ainda acometimento moderado por H1N1. O Senegal apresenta aumento de doenças respiratórias associado ao concomitante aumento da detecção de vírus H1N1. Tem sido detectados também Influenza H3N2 e tipo B nesta região. 

Pandemia no Brasil em números (dados até 03 de abril de 2010)

No período que compreende de 3/01 a 03/04/2010 foram notificados 2509 casos de síndrome gripal (SG) no Brasil, deste total 361(14,4%) foram confirmados para Influenza Pandêmico.

A região Sudeste apresenta a maior proporção de casos notificados: 1072, ou seja, 42,8% dos 2509. Entretanto, analisando o número de notificações, a região Norte apresenta a maior proporção de casos confirmados, 56,2% (203/361) indicando então que é no Norte que está acontecendo maior intensidade de circulação viral. A média de idade dos acometidos foi de 21 anos e 64 % eram do sexo feminino (230/361) sendo que 94 % (216/230) encontravam-se em idade fértil - ou seja entre 15 e 49 anos - e destas 34,3 %(74/216) eram gestantes. Do total dos casos confirmados 58% apresentavam pelo menos uma condição de risco sendo que as gestantes representaram 21 % deste total.Neste período, houve confirmação de 50 óbitos causados pelo vírus Influenza Pandêmico e 45 óbitos estão sob investigação ainda sem confirmação para H1N1. Dentre os óbitos confirmados pelo Influenza Pandêmico, a média de idade foi de 25 anos e o sexo feminino também foi mais acometido sendo que 73,7 5(28/38) estava em idade fértil e destes 28 57 %(16/28) eram gestantes.

Do total dos óbitos confirmados 64%(32/50) apresentava pelo menos uma condição de risco, sendo que as gestantes representavam 32 % do total dos óbitos confirmados.

Existe ocorrência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em menos de 50% dos municípios do Brasil e através de análise dos dados epidemiológicos aparece uma tendência de aumento dessa dispersão. A intensidade (proporção de pessoas com doença respiratória aguda, que inclui de pneumonia a doença por influenza) continua baixa ou moderada. Além disso, a demanda por atendimento médico devido à doença respiratória está inferior aos níveis normais esperados. A proporção de atendimentos por síndrome gripal (SG) no Brasil como um todo e nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, apresenta-se superior à média e próximo ao limite superior, quando comparado com o período de 2003 a 2009. Nas regiões Norte e Nordeste a proporção de atendimentos nas últimas semanas é superior aos anos anteriores. 

Vacinação contra Influenza A (H1N1) no Brasil 

O Governo Federal já iniciou a vacinação contra Influenza A (H1N1) 2009 Pandêmico e Sazonal e esclarece que o objetivo da vacinação é manter funcionante todos os serviços de saúde envolvidos no atendimento à pandemia assim como diminuir a morbimortalidae associada ao influenza H1N1 afirmando que o enfoque da campanha de vacinação não será a contenção da pandemia.Para isso poder acontecer foram eleitos grupos de risco os quais terão direito à vacinação na rede pública seguindo uma tabela de datas definida pelas autoridades. O Ministério da Saúde iniciou no dia 8 de março a campanha nacional de vacinação contra a gripe pelo influenza A (H1N1). A campanha tem seis etapas para atender diferentes grupos prioritários, se estenderá até 21 de maio e está sendo realizada simultaneamente em todo país. Houve prorrogação até 7 de maio para as etapas convocadas até o momento: portadores de doenças crônicas, crianças entre 6 meses e menores de 2 anos e pessoas de 20 a 29 anos.

 

 

CRONOGRAMA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE  
Grupos Prioritários

Data da vacinação

Trabalhadores de Serviços de Saúde 08/03 a 19/03
Indígenas 08/03 a 19/03
Gestantes 22/03 a 21/05
População de 6 meses a 2 anos (1ª dose) 22/03 a 02/04
Doentes crônicos (em especial, diabéticos, cardiopatas doenças respiratórias, imunodeprimidos) 22/03 a 02/04
População de 20 a 29 anos   05/04 a 23/04  
População maior de 60anos com comorbidade 24/04 a 07/05
(esta população receberá também a vacina para Influenza sazonal)  
População de 30 a 39 anos 10/05 a21/05

 

 

 

Vacinação para Influenza A (H1N1) Pandêmico nas Clínicas Privadas

A vacina já está disponível também nas clínicas privadas de vacinação podendo atender à demanda da população que desejar se proteger e encontra-se fora dos grupos eleitos prioritários para vacinação pelo governo. Crianças maiores de 6 meses e adultos,inclusive gestantes (independente de faixa etária, profissão ou ser portador de doenças crônicas) poderão ser vacinados tendo em vista não haver contra indicação para a vacinação à exceção das pessoas com história de reação anafilática (reação alérgica grave) a qualquer um dos componentes da vacina e ovo. A vacina oferecida é trivalente protegendo para 2 cepas do vírus Influenza Sazonal e para o vírus Influenza (H1N1) Pandêmico.É uma vacina inativada sem adjuvante ou mercúrio preenchendo inclusive os critérios para vacinação das gestantes.

Veja último boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde aqui

 


A Vaccini - Clínica de vacinação está presente nos estados Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Maranhão, Minas Gerais e São Paulo. Oferece planos de vacinação para empresas e escolas, convênios, atendimento em domicílio, na maternidade e serviços 24 horas e ainda um centro de medicina do viajante - CBMEVI para dar total apoio a quem vai viajar para dentro ou fora do Brasil e para os agentes de viagens.