O verão está se aproximando e, com ele, aquelas doenças mais freqüentes nesta estação: a dengue e a febre amarela, ambas transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti.
Devido às altas temperaturas dessa época do ano, o ciclo do mosquito – que em temperaturas mais amenas leva 30 dias – pode ser reduzido para 12 dias. Isso propicia um aumento significativo na população do vetor e, consequentemente, no risco destas doenças.
É hora, então, de lembrarmos todas as medidas que podemos adotar para prevenir estas doenças, combater osmosquitos e evitar suas picadas.
Contra a febre amarela existe vacina,indicada apenas para quem vive ou vai se deslicar para regiões onde ocorre a doença e hoje em dia também disponível nas clínicas privadas de vacinação. Mas contra a dengue, só podemos nos prevenir evitando as picadas de mosquitos.
A melhor forma é combater os focos proliferação do inseto é evitar acúmulo de água nos locais propícios (latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d’água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros).
Além de combater os focos, precisamos nos prevenir com roupas adequadas, uso de repelentes eficazes e mosquiteiros.
A dengue é hoje uma das doenças mais incidentes no Brasil, atingindo todos os estados, independentemente da classe social. Junto com as ações para a prevenção da infestação pelo mosquito, a vigilância da doença precisa ser intensificada, para identificação precoce dos casos de dengue e seu correto acompanhamento, a fim de principalmente evitar óbitos.
A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença de amplo espectro clínico, incluindo desde formas inaparentes até quadros graves. Dentre estes, destaca-se a ocorrência de febre hemorrágica da dengue (FHD), hepatite, insuficiência hepática, manifestações do sistema nervoso, miocardite, hemorragias graves e choque.
A primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39ºC a 40ºC), de início abrupto, associada à cefaléia, astenia, mialgias, artralgias, dor retroorbitária, com presença ou não de exantema e/ou prurido. Anorexia, náuseas, vômitos e diarréia podem também ser observados.
Alguns pacientes podem evoluir para formas graves da doença e apresentar sinais de alarme da dengue, principalmente quando a febre cede após os primeiros 3 a 6 dias de doença.
As formas graves sobrevêm geralmente em torno do terceiro dia de doença, acompanhadas ou não da defervescência da febre.
Na criança, os sinais de alarme são mais difíceis de serem detectados que no adulto. Em geral, esses sinais dealarme precedem as manifestações hemorrágicas e os sinais de insuficiência circulatória, que podem existir na FHD.
Sobretudo no verão, devemos suspeitar de dengue em todo paciente que apresenta doença febril aguda com duração de até sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retroorbitária, mialgias, artralgias, prostração ou exantema, associados ou não à presença de hemorragias. Além de ter estado, nos últimos 15 dias, em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti.
Procure seu médico diante de qualquer suspeita.
Saiba mais acessando PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE DENGUE.
Você pode encontrar informações importantes em: www.dengue.org.br