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COMO NOSSO ORGANISMO SE DEFENDE DE VÍRUS E BACTÉRIAS

A primeira barreira que apresentamos à entrada de vírus e bactérias em nosso organismo é a BARREIRA FÍSICA, nossa pele e mucosa são encarregadas disso.

Se essa barreira falha, instala-se um PROCESSO INFLAMATÓRIO durante o qual ocorrem alterações vasculares e a participação de nossos gânglios linfáticos na tentativa de bloquear a entrada dos agentes agressores. Isso é percebido, por exemplo, quando temos uma reação local, nas amigdalas ou mesmo na pele, com o surgimento de vermelhidão, dor e edema (inchaço).

Mas se depois de tudo isso, os agentes agressores invadem nosso organismo, entra em cena o nosso SISTEMA IMUNOLÓGICO.

O sistema imunológico tem a função de nos proteger de forma mais específica contra os vírus e bactérias. Os glóbulos brancos produzem substâncias químicas, chamadas de anticorpos que agirão no combate aos agentes agressores de forma personalizada: cada anticorpo tem condições de eliminar ou “imobilizar” um determinado agente agressor.

Um anticorpo protegerá, então, contra apenas um tipo de doença e não terá êxito contra outra. Dessa forma, teremos anticorpos contra catapora, contra o sarampo, contra a difteria, contra o tétano, contra a meningite C, etc.

 
COMO NOSSO SISTEMA IMUNOLÓGICO PRODUZ ANTICORPOS?  
 
Para que nosso sistema imunológico produza anticorpos, é preciso que ele entre em contato com o agente agressor. É um aprendizado: na primeira vez que nos deparamos com um vírus ou bactéria, iniciamos a produção de anticorpos que serão úteis nas próximas vezes em que esse mesmo vírus ou bactéria invadir nosso corpo.

É o que chamamos de memória imunológica. Nosso organismo lembra daquele agente agressor que já conheceu e ativa os anticorpos contra ele em uma nova oportunidade. Isso ocorre de forma diferente para uma ou outra doença. Umas conferem memória imunológica, outras não. Por isso é que algumas doenças só ocorrem uma vez e outras podem se repetir. Por exemplo: se contrairmos a catapora, nunca mais teremos catapora; mas se contrairmos o tétano, não estamos livres de uma segunda vez.

Dessa forma, geralmente, na primeira vez que entramos em contato com o agente agressor de forma natural, adoecemos.

O anticorpo age se “unindo” a um antígeno (agente agressor) e forma um complexo que “imobiliza” o agente agressor.
 
 

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